VCT 2027 explicado: novo formato, pagamentos aos times e os riscos para as organizações
Por RIB Staff · Nov 5, 2026

Para o VCT 2027, a Riot reduz o programa de parcerias para oito times por região nas Américas, EMEA e Pacífico, contra até 12 antes. Kickoff, Cups, Masters e Champions também passam a ficar abertos a qualquer time que se classifique por resultado. Isso deixa o caminho até o topo mais aberto para os jogadores, mas as organizações sem parceria continuam pagando custos de tier 1 sem os repasses fixos ou a receita de skins que os parceiros recebem. Essa diferença é o principal motivo pelo qual a Global Esports, campeã do VCT Pacific Stage 2 de 2026, e a Evil Geniuses, campeã do Valorant Champions 2023, encerraram suas operações nos esports poucos dias depois do anúncio dos parceiros.
VCT 2027 em resumo
Times parceiros: oito por região, escolhidos entre mais de 100 candidatos e reavaliados a cada dois anos.
Kickoff: 12 times por região nas Américas, EMEA e Pacífico (oito parceiros e quatro vindos das qualificatórias abertas). Os três primeiros vão para o primeiro Masters.
Depois do Kickoff: duas Cups, dois Masters e o Champions, com vagas conquistadas por resultado em qualificatórias abertas que acontecem durante toda a temporada.
Receita dos parceiros: pagamento base, bônus por desempenho e uma parte da receita das cápsulas dos times.
Receita dos não parceiros: pagamentos fixos por classificação (US$ 100 mil por Kickoff ou Cup, US$ 200 mil por Masters, US$ 400 mil pelo Champions), além da premiação.
VCT China: usa outro modelo. O Kickoff chinês tem oito parceiros, dois times visitantes e dois vindos das qualificatórias abertas.

Como funciona a temporada do VCT 2027?
A temporada de 2027 é dividida em três ciclos, e cada um começa com qualificatórias abertas online e termina em um evento LAN. As Kickoff Open Qualifiers levam ao Kickoff, que classifica times para o Masters 1. Uma segunda rodada de qualificatórias abertas leva à Cup 1, que dá vaga no Masters 2. Uma terceira rodada leva à Cup 2, que dá vaga no Champions. As qualificatórias de cada ciclo acontecem ao mesmo tempo que as Cups e os Masters, então os times têm várias chances de se classificar ao longo do ano.
[Inserir imagem: VCT 2027 Season Structure]
Texto alternativo: Estrutura da temporada do VCT 2027: qualificatórias abertas levam ao Kickoff e ao Masters 1, à Cup 1 e ao Masters 2, e à Cup 2 e ao Champions
Imagem: Riot Games
Cada região internacional tem suas próprias qualificatórias abertas. As Américas reúnem América do Norte, LATAM e Brasil. A EMEA reúne Europa, MENA e Turquia. O Pacífico reúne Sudeste Asiático, Japão, Coreia e Sul da Ásia. A China tem qualificatórias abertas próprias. As quatro regiões realizam seu próprio Kickoff e suas próprias Cups, que levam ao Masters e ao Champions.
[Inserir imagem: Path to Global Events]
Texto alternativo: Caminho do VCT 2027 até os eventos globais: qualificatórias regionais abertas levam ao Kickoff e às Cups das Américas, EMEA, Pacífico e China, que dão vaga no Masters e no Champions
Imagem: Riot Games
O que mudou no VCT para 2027?
O VCT já teve três formatos. Em 2021 e 2022, era baseado em qualificatórias abertas, e em tese qualquer time podia chegar a um Masters ou ao Champions. Em 2023, passou para o modelo de parcerias. Trinta times das Américas, EMEA e Pacífico ganharam vagas de longo prazo nas ligas internacionais, e a China foi adicionada depois. Todos os outros disputavam o Challengers o ano inteiro por uma vaga no Ascension por região, e essa vaga garantia só dois anos na liga principal.
Em abril de 2026, a Riot anunciou que reformularia o sistema para 2027. O novo circuito mantém um grupo menor de parceiros, dá a eles entrada direta apenas no Kickoff e preenche o resto do ano por meio de qualificação aberta. Um parceiro que vai mal em uma Cup ou em um Masters cai para os playoffs abertos e precisa reconquistar a vaga. Segundo a Riot, em casos excepcionais, os melhores times sem parceria podem ganhar mais do que os parceiros que menos faturam.
Por que a Riot manteve times parceiros?
O modelo original de parcerias protegia principalmente a audiência do cenário. Em 2022, a Sentinels era o time mais popular do Valorant, mas não se classificou para nenhum evento internacional naquele ano depois de sofrer nas qualificatórias abertas. A franquia garantia que as maiores marcas, junto com os streamers e as torcidas ligados a elas, continuassem na transmissão principal.
Em troca dos repasses, os parceiros se comprometiam a investir em marketing, conteúdo e eventos para os fãs. A Riot também dava a eles uma parte direta das vendas dentro do jogo por meio das cápsulas de times do VCT, para que os fãs pudessem financiar um time ao usar os itens dele no jogo. Essa receita cresceu rápido. Os times faturaram US$ 44,3 milhões com itens digitais em 2024 e US$ 86 milhões em 2025. O modelo de 2027 mantém esse incentivo para oito times por região. Todos os outros perdem.
Por que as organizações estão saindo do Valorant?
Os pagamentos não cobrem um elenco
O CEO da M80 estimou que um elenco de tier 2 com profissionais experientes custava cerca de US$ 500 mil por ano em 2026, incluindo salários de jogadores e comissão técnica e viagens. O calendário de 2027 tem um Kickoff, duas Cups, dois Masters e o Champions. Um time sem parceria que se classifique para o Kickoff, as duas Cups e um Masters receberia US$ 500 mil em pagamentos por classificação, o que só cobre esse custo estimado. Esse time teria se classificado para todos os eventos regionais e chegado a um evento internacional, e ainda assim só empataria as contas antes da premiação. Um parceiro recebe o pagamento base e sua parte das cápsulas independentemente dos resultados.
Os parceiros podem pagar mais pelos jogadores
O segundo problema é manter os jogadores. Ludwig, co-dono da Shopify Rebellion, defendeu depois que a organização ficou sem parceria que a Shopify Rebellion deveria "abandonar o Valorant completamente", dizendo que não via "nenhuma recompensa" em continuar. O raciocínio dele: times sem parceria precisam montar elencos capazes de vencer equipes com milhões de dólares em capital inicial e venda de skins, oferecendo salários menores e nenhuma parte da receita das cápsulas. Qualquer time aberto que faça uma boa campanha em uma Cup ou em um Masters provavelmente vai perder seus melhores jogadores para parceiros na offseason. Os jogadores têm pouco motivo para ficar, porque um ano forte não transforma o time deles em parceiro.
Os times abertos não começam em pé de igualdade
Os parceiros entram direto no Kickoff. Os times abertos precisam passar primeiro pelas qualificatórias regionais. Nos playoffs da qualificatória do Kickoff da EMEA, os times convidados começam na chave superior e os que vieram das qualificatórias abertas começam na chave inferior, a uma derrota da eliminação. Esse chaveamento foi muito criticado por fãs que esperavam um formato totalmente aberto.
O ciclo de dois anos premia quem espera
As parcerias são reavaliadas a cada dois anos. Uma organização que vai bem em 2027 e cai em 2028 pode chegar à próxima avaliação com um caso mais fraco do que outra que fica de fora no primeiro ano e entra forte logo antes dela. Para um investidor cauteloso, a opção mais segura no primeiro ano pode ser nem competir.
Quais times saíram do Valorant e quais vão continuar?
Global Esports: venceu o VCT Pacific Stage 2 em 2026, seu primeiro título no VCT, e foi ao Champions Shanghai como primeira seed do Pacífico. Em 19 de outubro de 2026, o CEO Rushindra Sinha chamou a data de "o último dia oficial da Global Esports como equipe competitiva". A empresa segue como GE Studios, uma empresa de IA, e Sinha disse que a saída dos esports era planejada havia muito tempo.
Evil Geniuses: teve o pedido de parceria nas Américas recusado três anos depois de vencer o Champions. Anunciou em 20 de outubro que encerraria as operações em 2 de novembro de 2026, e seu CEO disse que o negócio "não pode ser operado de forma responsável no ambiente atual".
Cloud9: não foi selecionada e está fazendo peneiras abertas para continuar competindo.
NongShim: teria enviado uma proposta com mais de 110 slides, ficou de fora e planeja competir mesmo assim.
Shopify Rebellion e M80: não foram selecionadas. As duas questionaram publicamente se competir sem parceria é financeiramente viável.
Barça Esports: segundo relatos, ainda tem interesse em entrar no Valorant.
As organizações que continuam costumam ter receitas fora do Valorant. Isso já aconteceu antes. A NIP liberou seu elenco logo depois de ficar sem parceria em 2022.
Quem ganha com o novo VCT?
Os fãs ganham mais times, mais zebras e mais coisa em jogo, porque um time aberto agora pode sair das qualificatórias e chegar ao título do Champions. Os jogadores ganham um caminho real até o topo que não depende do status de parceria da organização. A Riot vincula mais dos seus gastos ao desempenho e cobra resultados dos parceiros, embora agora produza mais eventos. Os parceiros, como a Sentinels, são os que mais ganham. Eles têm vaga garantida no Kickoff, uma fatia maior da receita de skins do que antes e a preferência pelos jogadores das organizações que ficaram de fora.
Quem perde são as organizações sem parceria. O tier 2 já era um mau negócio. O modelo de 2027 dá a elas mais chances de competir, mas nenhuma forma melhor de dar lucro.
O VCT 2027 é bom para os esports de Valorant?
Como competição, é uma melhora clara. Os resultados agora decidem quase todas as vagas internacionais, o que resolve a principal reclamação da era das parcerias: times com desempenho fraco mantinham vagas que elencos de tier 2 tinham conquistado. Como negócio, a metade aberta do circuito depende de organizações dispostas a perder dinheiro em troca da chance de uma campanha em um Masters. Se muitas saírem, as qualificatórias abertas vão se encher de elencos de vida curta, e a divisão entre parceiros e não parceiros só muda de lugar. Duas coisas para acompanhar em 2027: quantos times vindos das qualificatórias abertas chegam ao Masters e se algum parceiro conhecido vai parar nos playoffs abertos.
Perguntas frequentes sobre o VCT 2027
Quantos times parceiros há no VCT 2027?
Oito por região nas Américas, EMEA, Pacífico e China. A Riot os escolheu entre mais de 100 candidatos para um mandato de dois anos.
Quantas Cups há no VCT 2027?
Duas. A Cup 1 dá vaga no Masters 2, e a Cup 2 dá vaga no Champions. Cada Cup tem suas próprias qualificatórias abertas, que acontecem online ao mesmo tempo que o evento internacional anterior.
Um time sem parceria pode vencer o Valorant Champions em 2027?
Sim. Depois do Kickoff, as vagas nas Cups, nos Masters e no Champions são decididas por resultado, então um time vindo das qualificatórias abertas pode chegar até o título do Champions.
Quanto ganham os times sem parceria no VCT 2027?
A Riot paga US$ 100 mil pela classificação para um Kickoff ou uma Cup, US$ 200 mil por um Masters e US$ 400 mil pelo Champions, além da premiação. Times sem parceria não recebem repasse fixo nem receita das cápsulas.
Por que a Global Esports saiu do Valorant?
A Global Esports encerrou suas operações nos esports em outubro de 2026, semanas depois de vencer o VCT Pacific Stage 2. Ela está virando uma empresa de IA, a GE Studios, e seu CEO disse que a mudança era planejada havia muito tempo.
Com que frequência a Riot reavalia os parceiros do VCT?
A cada dois anos. A próxima avaliação vale para a temporada de 2029.








